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Guimarânia

Localização - Guimarânia faz parte da unidade federativa de Minas Gerais, mesorregião do Triangulo Mineiro/Alto Paranaíba e microrregião de Patos de Minas. A microrregião de Patos de Minas é formada pelas cidades de Patos de Minas, Guimarânia, Lagoa Formosa, Carmo do Paranaíba, Tiros, Arapuá, Rio Paranaíba, Matutina, São Gotardo e Santa Rosa da Serra (veja o quadro na próxima página).

Municípios vizinhos a cidade de Guimarânia:

Ao Sul - Cruzeiro da Fortaleza;

A Oeste - Patrocínio;

Ao Norte - Coromandel;

A Leste - Patos de Minas.

Guimarânia

 

 

Aspectos Físicos

O Município de Guimarânia possui uma área territorial de 371 Km2. Possui sua altitude máxima de 1.258m no Morro das Pedras e altitude mínima de 830m na foz do Rio Santana. A altitude no ponto central da cidade é de 915m.

Guimarânia

 

 

Distâncias

A temperatura média anual é de 20,7 C, com média máxima anual de 27,9 C e mínima máxima anual de 14,8 C. O índice  médio pluviométrico está em 1.569,1 mm. A topografia do terreno está dividida em 30% de área plana, 60% ondulada e 10% de área montanhosa.

Abaixo, distâncias (em Km) aproximadas de Guimarânia em relação a algumas cidades brasileiras:

  Guimarânia
Belo Horizonte 423
Rio de Janeiro 855
São Paulo 715
Brasília 530
Vitória 960
Patos de Minas 48
Patrocínio 22
Cruzeiro Fortaleza 20
Coromandel 73
Iraí de Minas 85

 

Feriados Municipais

20/01

Dia de São Sebastião - Padroeiro da Cidade

População - 6.788 habitantes segundo estimativa do IBGE para o ano de 2005.

Adjetivo Pátrio - Guimaraniense, Guimaraniano.

Origem do Nome - O nome da cidade de Guimarânia vem em retribuição a família Guimarães que fez a doação dos primeiros lotes e contribuiu decisivamente para a formação da cidade. Registra-se que os Guimarães foram os primeiros moradores da localidade e que, além de doarem vários lotes, contribuíram também com o madeiramento para a elevação das primeiras casas. A região era conhecida como povoado de Serra Negra da Boca da Mata.

Primeiros Habitantes

Assim como em todo o território brasileiro, os primeiros habitantes desta região foram os índios. A denominação de índios foi dada pelos europeus imaginando terem chegado às Índias quando da descoberta das Américas. Por motivos políticos, esta denominação foi mantida pelos portugueses aqui no Brasil, apesar de, por ocasião do 'achamento', estimativas revelarem a existência de cerca de 1.300 línguas diferentes faladas pelas sociedades indígenas da época. As estimativas dão conta que a população das sociedades indígenas variava entre 1 e 10 milhões de habitantes em todo território nacional.

Atribuí-se aos Cataguás (também citados como Catiguá, Cataguases e Cataguazes), os primeiros habitantes do sudoeste de Minas Gerais. Pouco estudados, os Catiguás sofreram as investidas dos bandeirantes, tropeiros e garimpeiros que buscavam a 'cura para sua pobreza' no apresamento de índios e na busca por ouro.

Com o êxito da produção de açúcar no nordeste do país, a oferta de escravos negros para os colonos paulistas diminuíram e seu preço atingiu valores impraticáveis. Neste contexto os bandeirantes se lançaram ao apresamento dos povos indígenas para trabalharem nas plantações. Enquanto as Bandeiras traziam destruição e escravização para as nações indígenas, os bandeirantes e fazendeiros lucravam com o comércio dos índios. A crueldade dos bandeirantes pode ser percebida no relato do missionário jesuíta Ruiz de Montoya em 1639 sobre à redução jesuítica de Sant'Ana no Paraguai: "Achamos aqui assados vivos a homens racionais: crianças, mulheres e varões. É costume comum desses homicidas [os paulistas] que quando vão embora apressados queimem os enfermos, os velhos e os impedidos de caminhar". Para se ter uma idéia do montante de índios capturados pelas incursões no interior do Brasil, Fernão Dias Pais Leme, em 1965, retorna a São Paulo com 4 mil índios cativados.

O nosso descaso com a população indígena e com a nossa própria história, a desinformação e o desinteresse, nos levam a aceitar a construção idealizada de nosso passado que serviu e continua a servir aos interesses de quem não deseja a apuração da verdade. Não raro podemos ouvir no seio de nossas famílias que um ou outro de nossos antepassados teria sido 'índio de sangue puro, pego no laço'. A naturalidade e até um sentido de orgulho em proferir essas palavras, talvez levados pelo status de ter 'apenas' um pouco de índio no sangue, não revela a brutalidade dos fatos. As aldeias eram invadidas, índios eram mortos, inutilizados, brutalmente assassinados, as mulheres eram feitas escravas, estupradas e mantidas para satisfazerem aos desejos de seus proprietários.

Provavelmente, antes dos brancos habitarem pelas terras do Sertão da Farinha Podre (Triângulo Mineiro), negros fugidos de Paracatu e Goiás ali se estabeleceram.

Evolução Histórica

Os primeiros habitantes dessas terras partilhavam da riqueza de suas águas e de suas fontes de alimento naturais. As águas atraiam os animais e estes, os homens. Nos primeiros séculos após o 'achamento', as condições de quem se lançava ao sertão eram muito ruins, pouco alimento, falta de estradas, doenças, adversidades inúmeras. Encontrar um local onde podiam se reabastecer com fartura de alimento era motivo de muita alegria. A região de Guimarânia cumpria este papel, oferecendo repouso e alimento aos indivíduos que por aqui passavam.

Segundo Antônio de Oliveria Mello, a primeira bandeira que passou por essas terras foi a de Lourenço Castanho Taques (o velho) no ano de 1670. Também segundo Mello, uma variante da Picada de Goiás, a Picada dos Aragões, passou por essas terras, partindo de Guarda dos Ferreiros.

A região pertenceu a Comarca de Paracatu do Princípe (Paracatu) até o ano de 1842. De 1833 a 1840, ficou subordinado a Araxá. A partir de 1842, passa a fazer parte da recém criada vila de Patrocínio. Em 1868, passa a fazer parte da recém criada vila de Santo Antônio de Patos (Patos de Minas).

Em 1926, a construção da Capela do Rosário e de uma escola rural, atraem os primeiros moradores.

Em 17 de dezembro de 1938, o Decreto-lei n° 148 cria o distrito de Guimarães, desmembrando-o de Santana de Patos (antigo Santana do Paranaíba).

Por força do Decreto Lei n° 1058, de 31 de dezembro de 1943, o nome do distrito de Guimarães é alterado, passando a denominar-se Guimarânia.

A emancipação do município de Guimarânia se dá em 30 de dezembro de 1962, através da Lei 2764.

Documentos e fatos Históricos:

- a abertura do documento pode demorar alguns minutos -

DECRETO-LEI 148 de 17/12/1938 - Fixa a divisão territorial do estado. Cria o município de Guimarães (futura Guimarânia).

DECRETO-LEI 1058 de 31/12/1943 - Fixa a divisão administrativa e judiciária do Estado de Minas Gerais. Altera o nome de Guimarães para Guimarânia.

LEI 2764 de 30/12/1962- Dispõe sobre a divisão administrativa do Estado e contém outras disposições. Emancipação do Município de Guimarânia

Referências Bibliográficas:

1. Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais. Dados do Município de Guimarânia. On-line. Assembléia Legislativa, Belo Horizonte, MG. Disponível em: http://www.almg.gov.br/munmg/m28907.asp  Consultado em 02 de dezembro de 2005.

2. Fundação Nacional do Índio. Os Índios. On-line. Funai. Disponível em: http://www.funai.gov.br/indios/conteudo.htm Consultado em 02 de dezembro de 2005.

3. Mello, Antônio de Oliveira. Patos de Minas Centenária. Patos de Minas: Prefeitura Municipal, 1992.

 

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